O “Pão Francês” e suas adaptações de receitas


O início do “Pão Francês” no Brasil se deu no século XX por volta da primeira guerra mundial. À época os brasileiros de melhores condições financeiras começaram a ter contato com outras culturas pelo mundo, principalmente, com a francesa. A França vivia neste período um movimento cultural chamado “Belle Époque”.

A “Belle Époque” foi representada por uma cultura urbana de divertimento, incentivada pelo desenvolvimento dos meios de comunicação e transporte, os quais aproximaram ainda mais as principais cidades do planeta. Ir a Paris, ao menos uma vez por ano era quase uma obrigação entre as elites, pois garantia o vínculo com a atualidade do mundo, por meio de seus cafés-concertos, balés, óperas, livrarias, teatros, boulevards e alta costura. 

Paris, a Cidade-Luz, era considerada o centro produtor e exportador da cultura mundial. A expressão também designa o clima intelectual e artístico do período em questão. Essa época foi marcada por profundas transformações culturais que se traduziram em novos modos de pensar e viver o cotidiano.

Esses grupos de pessoas ao retornarem ao Brasil sentiam falta de um pão cilíndrico de miolo claro e casca crocante e dourada. Esses aspectos foram passados aos profissionais da área no Brasil, que foram desenvolvendo testes e aprimorando suas receitas.

Em um curto espaço de tempo, esse produto caiu no gosto e, atualmente, ainda é o pão mais consumido no Brasil.

As receitas, desde o início, tinham em sua composição a gordura e o açúcar como ingredientes e com o passar do tempo começou-se a usar também o leite. Esses ingredientes utilizados, mesmo que como aditivos, em pequenas proporções causam, até hoje, um certo desconforto aos “chefs” padeiros mais puristas, pois as receitas tradicionais de pães crocantes devem conter apenas farinha, água, sal e fermento.

Viajando por um país de grandes dimensões geográficas, como é o Brasil, percebe-se, uma grande diversidade de riquezas culturais e hábitos de consumos característicos, que deixam uma ideia de que a qualidade está na subjetividade, porque apesar de uma similaridade nas receitas, as diferenças de clima e interferências culturais fazem com que o público crie seus nichos de mercados. Pode-se dizer então que o sucesso de uma receita está em executá-la e disponibilizar seus produtos à venda, com isso, havendo a aceitação do produto e a recompra, o objetivo foi alcançado.

Nita AlimentosNita